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Mulheres

Mulheres no mercado de trabalho
Também baseados em estatísticas, podemos observar as diferenças impostas no mercado de trabalho dirigido às mulheres. Estudos que tratam de discriminação apresentam uma realidade desfavorável para as mulheres no mercado de trabalho. Segundo estes estudos, as mulheres correspondem a 51 % da população. Segundo dados da RAIS de 31 de dezembro de 1995, de um total de 23,5 milhões de vínculos, 62,6% eram ocupados por homens. Estes recebiam, em média, 6,1 salários mínimos, um nível de rendimentos 32,6% superior ao recebido pelas mulheres (4,6 salários mínimos). A introdução da variável escolaridade na análise sugere que as mulheres obtêm um tratamento particular com respeito aos homens. Qualquer que seja o grau de escolaridade e o setor de atividade, os salários das mulheres são inferiores aos dos homens. Por exemplo, os assalariados masculinos com curso superior completo ganhavam, em média, 17,3% salários mínimos. No caso das mulheres, na mesma faixa de escolaridade, o rendimento médio era de 10, 1 salários mínimos. Parte dessa diferença pode ser explicada pela posição na ocupação. Por exemplo, na Administração Pública - setor de atividade com salários inferiores à média de todas as atividades - o emprego feminino é majoritário. Dos 5,3 milhões de empregados, quase 56% eram só do sexo feminino. Contrariamente, os Serviços Industriais de Utilidade Pública - setor com rendimentos médios largamente superiores à média - a participação das mulheres era minoritária: só 16,5%. Porém, essa escolaridade não é um fator que lhe permita ocupar os postos de trabalho de melhor qualidade, e, quando são comparados os rendimentos no mesmo setor e grau de escolaridade, o diferencial de rendimentos beneficia os homens. Mesmo ocupando um lugar de grande importância na composição da renda familiar, as mulheres ainda sofrem a discriminação em relação aos homens, ficando na maioria das vezes às margens das ocupações profissionais.
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